Minas Gerais tem a maior área de montanhas do Brasil

De acordo com o novo mapa do relevo do IBGE, Minas Gerais é o estado que possui a maior extensão de montanhas do Brasil, concentrando 37,3% da área total desse tipo de relevo no país.

Esse levantamento, realizado ao longo de quatro anos e envolvendo cerca de 70 pesquisadores, trouxe pela primeira vez uma classificação específica para as montanhas, antes agrupadas com outros tipos de relevo.

Além de Minas Gerais, que inclui icônicas formações como a Serra do Curral, a classificação abrange áreas de montanha em estados como Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

Extensão e características das montanhas em Minas Gerais

Recentemente, o IBGE divulgou um novo mapa do relevo brasileiro, revelando que Minas Gerais possui a maior área de montanhas do Brasil, concentrando 37,3% desse tipo de relevo em todo o país. Essa notícia é significativa, pois é a primeira vez que as montanhas foram classificadas em uma categoria própria, permitindo uma melhor compreensão da geografia brasileira.

Embora Minas Gerais lidere em extensão, as montanhas representam apenas 10,2% de seu território. Essa área inclui várias formações montanhosas notáveis, como a Serra do Curral, que é um marco em Belo Horizonte, além de segmentos da cadeia do Espinhaço e as serras do Caraça, Gandarela e Moeda.

As montanhas são caracterizadas por desníveis de pelo menos 300 metros em relação ao terreno circundante, apresentando inclinações acentuadas e topos angulares. Esses fatores contribuem para a diversidade ecológica e para a formação de habitats únicos dentro do estado.

O papel do novo mapa no gerenciamento ambiental

O novo mapa do relevo não é apenas uma atualização geográfica, mas também se torna uma ferramenta valiosa para a administração ambiental. Uma das aplicações mais relevantes será realizada no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, onde as informações do mapa serão utilizadas para otimizar o combate a incêndios e planejar novas trilhas.

O gerente do parque, Henri Dubois Collet, declarou que a sobreposição dos dados do relevo com imagens de monitoramento poderá facilitar a identificação de áreas de difícil acesso durante situações de emergência, como incêndios florestais. A compreensão detalhada do terreno permitirá que as equipes de resgate decidam se podem usar veículos adequados ou se precisarão de apoio aéreo.

Além disso, essas informações são fundamentais para o planejamento de trilhas, pois a identificação de encostas íngremes ajudará a definir rotas e a estabelecer medidas de segurança para os visitantes.